CADASTRO DE USUÁRIO
REDEFINIR SENHA
TERMO DE RESPONSABILIDADE PARA UTILIZAÇÃO DO ACERVO DIGITALIZADO

DECLARO ESTAR CIENTE:

    a) Os arquivos digitais, obtidos do repositório de acervo digitalizado disponível no “site”, não podem ser repassados a terceiros;

    b) Se os arquivos digitais forem utilizados em teses, publicações, vídeos ou outro tipo de material, mencionar que os documentos originais pertencem ao acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo;

    c) Deverão ser observadas as restrições do art. 4, da Lei n° 8.159 de 08/01/1991 (Política Nacional de Arquivos) que prevê a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas; da Lei nº 9.610, de 19/02/1998 (Lei de Direitos Autorais); dos art. 138 a 145 do Código Penal, que preveem os crimes de calúnia, injúria e difamação; bem como da previsão do art. 5º, inciso X, da Constituição Brasileira, de 1988, que prevê indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas;

    d) O usuário, pessoa física ou jurídica, tem inteira e exclusiva responsabilidade (no âmbito civil, penal, e a qualquer tempo), sobre danos materiais ou morais que possam decorrer do uso dos arquivos digitais, bem como das informações neles contidas, eximindo de qualquer responsabilidade, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e seus agentes;

    e) No caso de arquivos digitais cujo conteúdo não seja de domínio público, as autorizações relativas a direitos autorais e a direitos de imagem, devem ser solicitadas diretamente aos autores, detentores do direito ou aos retratados nos referidos arquivos.

    Declaro que li e estou de acordo com as regras de utilização dos arquivos digitais constantes do repositório de acervo digitalizado, disponível no “site” do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
 
----------------------------------------
----------------------------------------
----------------------------------------
----------------------------------------
----------------------------------------
----------------------------------------
----------------------------------------
----------------------------------------
----------------------------------------


Recenseando a População

Os “Maços de População de São Paulo” formam uma extensa série documental de caráter censitário produzida entre 1765 e 1850, abrangendo a totalidade da população da Capitania e depois Província de São Paulo. A confecção dessas listas de caráter nominativo foi inicialmente proposta na complexa conjuntura de conflito com os castelhanos em torno da Bacia do Prata. Visava-se, então, coletar informações sobre a disponibilidade de homens aptos ao serviço militar. 

Através da Ordem Régia de 21 de outubro de 1797, D. Maria I introduziu importantes e modernizadoras técnicas de recenseamento. Norteava essas novas orientações uma política mercantilista mais dinâmica e preocupada em racionalizar a máquina administrativa colonial e em incrementar a população, a agricultura e o comércio do Império português. As mudanças sugeridas atingiram o processo de levantamento nominativo das populações, que foi enriquecido com novos quesitos, mas fundamentalmente estabeleceram novas sistemáticas na elaboração e na tabulação dos dados censitários extraídos das listas de habitantes. Além do mais, elaboraram-se modelos de tabelas econômicas contendo dados sobre consumo, importação, preços e movimento de navios, que deveriam complementar os dados demográficos.

Os “Maços de População” são estruturados como listas nominativas anuais, que relacionam informações detalhadas sobre cada indivíduo, livre ou escravo, por domicílio: nome, idade, grau de parentesco ou de relação com o chefe do domicílio, estado conjugal, cor, naturalidade e ocupação, além dos dados sobre a atividade econômica do domicílio. Os domicílios de cada vila eram reunidos por Companhia de Ordenança, em maior ou menor número, dependendo das dimensões da população. Ao final, tabelas (“mapas”) resumiam as informações demográficas e econômicas por vila, permitindo a tabulação final dos dados referentes a todo o território paulista.

Esta é uma documentação de caráter único, por ser um dos mais completos e bem preservados conjuntos censitários, para este período, preservados no mundo. Sua importância reside não somente em sua continuidade temporal, mas também em sua abrangência geográfica, notável dada a precariedade das condições para sua elaboração. Desta forma, também estão compreendidas nessas listas as populações dos atuais estados do Paraná e parte de Santa Catarina, à época integrantes do território de São Paulo.

A série “Maços de População” pertence ao fundo Secretaria de Governo por acumulação e é composta por arrolamentos da população produzidos pelas Companhias de Ordenanças (1765-1831) e pelo Juízo Municipal distrital (1831-1850). Ao todo são 276 caixas arquivo, cerca de 38,64 metros lineares de documentação, organizada alfabeticamente e cronologicamente por vilas. Constitui-se em um dos conjuntos documentais mais intensamente consultado pelos pesquisadores, justificando-se, assim, sua digitalização, como forma de garantir sua melhor preservação e difusão.

A consulta on-line é resultado da parceria firmada entre o Arquivo do Estado de São Paulo e a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (IMESP), que possibilitou a digitalização de grande parte desse conjunto documental.

A equipe do Apesp segue com a digitalização visando à publicação integral desse conjunto documental.

Consulta Maços de População
Localidade

Período
a * colocar período completo    


Para visualizar as imagens dos Maços de População é necessário utilizar o Acrobat Reader. Caso ainda não possua este programa clique aqui para fazer o download gratuitamente.

voltar    imprimir