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COMISSÃO ORGANIZADORA DA ETAPA ESTADUAL DE SÃO PAULO

Em Breve
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ETAPA ESTADUAL SÃO PAULO PARA A 2ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE ARQUIVOS

APRESENTAÇÃO


A Etapa Estadual São Paulo da 2ª Conferência Nacional de Arquivos marca um momento decisivo para o fortalecimento das políticas arquivísticas no país. A ser realizada entre 24 de março e 15 de abril de 2026, em formato híbrido, com atividades presenciais na sede do Arquivo Público do Estado de São Paulo, esta etapa reúne profissionais, pesquisadores, gestores públicos, representantes da sociedade civil e integrantes de arquivos públicos, privados e comunitários para construir propostas que orientarão a Política Nacional de Arquivos.


Inspirada pelo compromisso democrático que orienta a 2ª CNArq, a etapa paulista busca estimular o diálogo qualificado sobre os desafios e as possibilidades que se colocam hoje para a gestão de documentos, a preservação do patrimônio arquivístico e o fortalecimento do direito à informação. Os debates contemplarão temas estruturantes — como acesso, transparência, governança documental, formação e valorização profissional, transformação digital, preservação de longo prazo e reconhecimento da diversidade de arquivos existentes no estado.


São Paulo possui uma das redes arquivísticas mais complexas e diversas do país, reunindo órgãos governamentais, instituições acadêmicas, arquivos privados de relevância social, iniciativas comunitárias e coletivos de memória que testemunham a pluralidade cultural, social e política do território. A etapa estadual pretende reconhecer essa diversidade e garantir que ela esteja representada nas discussões, contribuindo para uma política nacional capaz de refletir a complexidade da memória brasileira.
 

Ao longo das semanas de trabalho, serão promovidos debates, atividades participativas e espaços de escuta destinados à formulação colaborativa de propostas. O objetivo é consolidar diagnósticos, identificar problemas estruturais, valorizar experiências inovadoras e propor caminhos para políticas públicas que assegurem a preservação e o acesso aos documentos de interesse da sociedade.


A Etapa Estadual São Paulo reafirma o compromisso com uma política arquivística orientada pelo interesse público, pela transparência, pela participação social e pela defesa de direitos. Ao acolher este processo, o Arquivo Público do Estado de São Paulo reforça seu papel como instituição de referência e espaço de encontro entre Estado, sociedade e memória.
Convidamos todas as pessoas a participar ativamente desta construção coletiva, contribuindo para uma agenda que fortalecerá os arquivos e, com eles, a democracia brasileira.


 

EIXOS TEMÁTICOS

 

Organizada sob o tema “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”, a conferência apresenta seis eixos temáticos que serão utilizados para fomentar as discussões ao longo da 2ª CNArq. São eles:

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O eixo propõe discutir qual deve ser a arquitetura institucional necessária para que o Brasil transforme seus marcos legais arquivísticos em políticas públicas consistentes, contínuas e alinhadas às necessidades sociais e estatais. Embora o país possua legislação relevante — como a Constituição de 1988, a Lei nº 8.159/1991, a Lei de Acesso à Informação (2011) e a Lei Geral de Proteção de Dados (2018) —, a implementação efetiva desses dispositivos tem sido limitada.
 

A Lei nº 8.159/1991, que deveria orientar a organização dos arquivos públicos, a gestão de documentos e a proteção do patrimônio arquivístico, teve baixa difusão entre estados e, principalmente, municípios. Poucas unidades federativas criaram legislações próprias articuladas à lei, e nos municípios a ausência de normas e de instituições arquivísticas é quase total. Isso indica falta de diretrizes básicas para organização, preservação e acesso aos documentos públicos em grande parte do país.
 

Apesar de prever avanços importantes — como a criação do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) e de uma Política Nacional de Arquivos — muitos desses elementos não se consolidaram na prática. Falhou-se em estabelecer coordenação nacional, mecanismos de cooperação federativa e capacidades institucionais que assegurassem continuidade, fiscalização e implementação das diretrizes.

O eixo propõe discutir como o Estado brasileiro pode estruturar instrumentos e arranjos institucionais que tornem a gestão de documentos um elemento estratégico da modernização administrativa, da proteção de direitos e da democracia informacional. A gestão de documentos é fundamental para a governança pública, pois garante continuidade administrativa, eficiência, economicidade, transparência e a proteção de direitos. Sem ela, a sociedade perde capacidade de exercer controle sobre a ação governamental, e tanto a memória institucional quanto a transparência ficam comprometidas.


Apesar de sua importância, a realidade brasileira revela fragilidades persistentes: acúmulo desordenado de documentos, falta de políticas consistentes, equipes insuficientes, práticas despadronizadas e baixa institucionalização da gestão documental, especialmente nos municípios. Essa situação afeta rotinas administrativas, prejudica serviços essenciais e dificulta a implementação plena de políticas de gestão documental.


A transformação digital agravou esses desafios. A produção massiva de documentos digitais, a multiplicidade de sistemas e a dependência de plataformas tecnológicas criam demandas ligadas à soberania informacional, segurança cibernética, confiabilidade das informações e preservação digital de longo prazo. Para enfrentar esse cenário, é necessário fortalecer a integração entre instituições arquivísticas e iniciativas de governança digital, promovendo parcerias e modernização tecnológica voltadas à melhoria dos serviços públicos.
 

Sem gestão documental desde a origem, a transparência prevista na Lei de Acesso à Informação e a proteção de dados estabelecida pela LGPD tornam-se inviáveis, já que documentos desorganizados não podem ser disponibilizados com agilidade, nem adequadamente preservados ou protegidos.

O eixo propõe refletir sobre a preservação arquivística como uma política de Estado essencial para a democracia, o desenvolvimento científico e a garantia de direitos. Preservar documentos — em qualquer suporte — não é apenas conservar o passado, mas assegurar continuidade administrativa, transparência, acesso à informação e capacidade de avaliar e aperfeiçoar políticas públicas.

O país, porém, enfrenta vulnerabilidades estruturais: infraestrutura desigual entre esferas de governo, falta de condições adequadas de armazenamento, ausência de políticas contínuas com recursos e equipes, e planejamento insuficiente. Esses problemas se agravam com as mudanças climáticas, que aumentam riscos de desastres e perdas de acervos.

No âmbito dos arquivos públicos, a preservação também depende do recolhimento regular dos documentos de valor permanente. Quando esses documentos permanecem nos órgãos produtores, sem condições adequadas, tornam-se suscetíveis a perdas e danos. O recolhimento é, portanto, parte essencial da preservação.

A preservação não se limita ao cuidado físico ou digital: exige tratamento técnico — arranjo, classificação, descrição e registros confiáveis sobre o contexto de produção. Sem isso, a preservação torna-se incompleta. Assim, preservação, gestão de documentos e administração de acervos permanentes são dimensões interdependentes, que requerem equipes qualificadas, metodologias consistentes e políticas institucionais claras.

Pensar preservação envolve políticas públicas robustas que incluam infraestrutura adequada, conservação preventiva, segurança da informação, preservação digital, tecnologias de monitoramento e sistemas de alerta. A preservação digital surge como um dos maiores desafios, dado o risco de perdas súbitas quando faltam políticas, sistemas, migrações e recursos permanentes.

Outra dimensão crítica é a prevenção e resposta a desastres: planos de emergência e contingência são raros, apesar de indispensáveis e cada vez mais urgentes. Além disso, políticas digitais — como governo aberto, interoperabilidade e inteligência artificial — devem incorporar requisitos arquivísticos desde a origem.
Por fim, a preservação demanda planejamento orçamentário, modelos de financiamento e cooperação entre instituições públicas, universidades e comunidades científicas. Integração com políticas de patrimônio cultural, ciência e tecnologia é fundamental para desenvolver soluções compartilhadas e responder à diversidade de contextos e riscos existentes no país.

 

Os arquivos — públicos, privados e comunitários — são essenciais para a cidadania, a democracia participativa e o direito à memória, verdade, justiça e reparação. Arquivos públicos integram a infraestrutura que garante o acesso à informação, possibilita transparência estatal e fortalece o controle social. Sem arquivos organizados e acessíveis, a Lei de Acesso à Informação não se efetiva e a democracia perde capacidade de prestação de contas.

Arquivos privados e comunitários, reconhecidos pelo Decreto nº 12.599/2025, ampliam a memória social ao registrar trajetórias, lutas e narrativas historicamente negligenciadas pelo Estado. Integrá los às políticas públicas significa reconhecer sua importância sem tutelá los.

No campo internacional, documentos do Conselho Internacional de Arquivos (CIA) reforçam que o acesso é um princípio central da arquivística. O Código de Ética (1996) destaca a obrigação de facilitar o acesso de forma imparcial e equilibrar transparência com proteção da privacidade. A Declaração Universal sobre os Arquivos (2010) reafirma que arquivos são fundamentais para a administração pública, proteção de direitos, memória coletiva e decisões informadas. Em 2012, o CIA adotou dez princípios internacionais que orientam o acesso, conciliando transparência com proteção de informações sensíveis.

O eixo enfatiza que a sociedade ainda vê arquivos como depósitos, e a conferência deve estimular sua aproximação com o público e evidenciar seu papel social. Políticas de acesso precisam considerar desigualdades regionais, inclusão, acessibilidade e letramento informacional, reconhecendo que arquivos são instituições de mediação, não apenas de guarda.

Também é essencial integrar arquivos a políticas de educação, cultura, direitos humanos e governo digital. A efetividade do acesso depende de recolhimento sistemático de documentos e de tratamento técnico adequado dos acervos; sem isso, políticas de transparência permanecem apenas no discurso. Arquivos relacionados a violações de direitos humanos precisam de proteção e apoio para garantir sua preservação e acesso.

Por fim, a promoção da cidadania exige capacidades institucionais, formação contínua, tecnologia, interoperabilidade e políticas de longo prazo que articulem arquivos públicos, privados e comunitários de forma integrada e sustentável.
 

O eixo destaca que nenhuma política arquivística pode se sustentar sem profissionais valorizados, condições de trabalho adequadas e uma base científica sólida. A consolidação de políticas de Estado no campo dos arquivos depende da qualificação profissional, de ambientes institucionais apropriados e de pesquisa aplicada capaz de orientar decisões técnicas e normativas.

O cenário brasileiro, porém, revela fragilidades persistentes. O trabalho em arquivos permanece precarizado mesmo após décadas de regulamentação profissional. Muitos trabalhadores exercem atividades arquivísticas sem atender aos requisitos legais, o que compromete a qualidade dos serviços e enfraquece o reconhecimento da Arquivologia como campo especializado. Na esfera pública federal, há déficit histórico de profissionais, agravado por terceirização e poucos concursos.

Nos estados e municípios, a desigualdade é ainda maior: faltam quadros técnicos, carreiras específicas e remuneração adequada. As condições de trabalho também são desiguais, frequentemente marcadas por ambientes inadequados e falta de equipamentos. A Lei nº 14.846/2024, ainda não regulamentada, reconhece essas vulnerabilidades ao propor proteção especial ao trabalho em arquivos, bibliotecas e museus.

Na formação universitária, persistem desigualdades regionais: alguns estados não possuem cursos de Arquivologia, e a ausência de programas de pós-graduação limita a produção científica e a formação docente. Ao mesmo tempo, as demandas contemporâneas — digitalização, interoperabilidade, inteligência artificial, governança de dados e segurança da informação — ampliam o descompasso entre currículos e necessidades profissionais. A articulação entre universidades, arquivos, setor tecnológico e órgãos governamentais é necessária para atualizar competências e preparar profissionais para ambientes digitais complexos.

A formação continuada também é insuficiente e desigual. Muitos trabalhadores exercem funções arquivísticas sem qualificação específica e sem oportunidades de capacitação. Falta uma política nacional de formação continuada integrada aos sistemas de arquivos. A pesquisa científica, embora crescente, sofre com falta de financiamento, escassez de dados e baixa articulação entre grupos, o que limita diagnósticos amplos sobre a realidade arquivística do país.

O eixo propõe que a conferência discuta a criação de uma estrutura nacional capaz de sustentar tecnicamente uma política arquivística de Estado, contemplando: formação superior de qualidade em todas as regiões; pesquisa científica aplicada e interdisciplinar; valorização e proteção do trabalho arquivístico; concursos públicos regulares; programas robustos de capacitação, especialmente voltados aos municípios; integração com o setor tecnológico para enfrentar desafios digitais; cooperação entre universidades e instituições arquivísticas; e a criação do Conselho Federal de Arquivologia.
 

O eixo discute o papel dos arquivos privados e comunitários na memória social brasileira e a necessidade de políticas públicas que reconheçam sua diversidade, autonomia e relevância. O Decreto nº 12.599/2025 diferencia arquivos privados — produzidos por pessoas físicas ou jurídicas — e arquivos comunitários — produzidos e geridos por coletividades para afirmar suas memórias e identidades. Entretanto, essa distinção não é consensual na comunidade arquivística, o que demanda debate ampliado.


Grande parte da documentação essencial para compreender a sociedade, a cultura, a economia, as lutas sociais e a história do país está em acervos privados e comunitários: empresas, ONGs, instituições culturais e de ensino, entidades religiosas, comunidades, famílias, partidos, sindicatos, movimentos sociais e coletivos de memória. Esses arquivos expressam a pluralidade social e produzem memórias independentes, mas também relacionadas ao Estado.


Uma Política Nacional de Arquivos deve ser capaz de incorporar essa complexidade, garantindo condições para que diversos atores possam produzir, preservar e dar acesso a documentos fundamentais para a sociedade. Embora a Lei de Arquivos de 1991 permita declarar arquivos privados de interesse público e social, esse instrumento tem se mostrado insuficiente e precisa ser revisto.


Revisar políticas para arquivos privados e comunitários implica aproximar Estado e sociedade civil, reconhecer demandas e experiências, fortalecer participação social e criar programas que promovam o direito à memória. O eixo propõe debater o lugar desses arquivos na ecologia documental do país, abordando necessidades como: diagnósticos e mapeamentos; parcerias e capacitações técnicas; aprimoramento de certificações e mecanismos de reconhecimento; acesso e preservação de longo prazo; instrumentos legais e financeiros; e articulação com políticas de educação, cultura, ciência e direitos humanos.


Apesar de recomendações já feitas na 1ª CNArq, ainda persistem lacunas legais e institucionais. Ao mesmo tempo, cresce a demanda social por valorização de memórias plurais, por visibilidade de acervos relacionados a violações de direitos e por reconhecimento das iniciativas comunitárias que preservam narrativas coletivas.
 

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Materiais de Apoio

Os materiais de apoio da 2ª Conferência Nacional de Arquivos reúnem documentos, orientações e referências essenciais para acompanhar todas as etapas do evento. Eles foram organizados para facilitar o acesso às informações, fortalecer os debates e apoiar a participação qualificada dos envolvidos. Explore abaixo cada conteúdo disponível e utilize-os como guia para contribuir ativamente na construção das políticas arquivísticas nacionais.

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Atos Normativos

Seguem os atos normativos que convocam e normatizam a Etapa Preparatória do Estado de São Paulo para a 2ª Conferência Nacional de Arquivos, estabelecendo as diretrizes, os objetivos, os procedimentos organizacionais e os critérios de participação, bem como definindo as competências das instâncias responsáveis pela condução dos trabalhos, de modo a assegurar a ampla participação social, a representatividade dos diversos segmentos envolvidos e a adequada articulação entre as etapas estadual e nacional do processo conferencial.

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CALENDÁRIO

24 de março (terça-feira)

Evento de Abertura da Etapa Preparatória Estadual de São Paulo
das 13h30 às 18h30

 

25 de março (quarta-feira)

9h às 12h - Discussão dos Eixos 1, 2 e 3

14h às 17h - Discussão dos Eixos 4 e 5

28 de março (sábado)

9h às 12h - Discussão do Eixo 6

31 de março (terça-feira)

9h às 12h - Discussão dos Eixos 1, 2 e 3

14h às 17h - Discussão dos Eixos 4, 5 e 6

8 de abril (quarta-feira)

9h às 12h - Discussão dos Eixos 1, 2 e 3

14h às 17h - Discussão dos Eixos 4 e 5

11 de abril (sábado)

9h às 12h - Discussão do Eixo 6

 

9 a 13 de abril de 2026
Reunião da Comissão de Sistematização das Propostas levantadas nas reuniões de trabalho

 

15 de abril de 2026
Plenária Final da Etapa Preparatória Estadual de São Paulo

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INSCRIÇÕES

Para participar das atividades, cada pessoa pode se inscrever em até dois eixos temáticos de sua preferência, sendo um pela manhã e outro à tarde. Aqui também é possível inscrever-se no evento de Abertura da Etapa Preparatória.

Inscreva-se para a Abertura Inscreva-se nos Eixos
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CONTATO

Dúvidas e orientações
escoladoarquivo@sp.gov.br

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Rua Voluntários da Pátria, 596 - Santana - São Paulo / SP
Próximo à estação Portuguesa-Tietê do Metrô 

 

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