CADASTRO DE USUÁRIO
REDEFINIR SENHA
TERMO DE RESPONSABILIDADE PARA UTILIZAÇÃO DO ACERVO DIGITALIZADO

DECLARO ESTAR CIENTE:

    a) Os arquivos digitais, obtidos do repositório de acervo digitalizado disponível no “site”, não podem ser repassados a terceiros;

    b) Se os arquivos digitais forem utilizados em teses, publicações, vídeos ou outro tipo de material, mencionar que os documentos originais pertencem ao acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo;

    c) Deverão ser observadas as restrições do art. 4, da Lei n° 8.159 de 08/01/1991 (Política Nacional de Arquivos) que prevê a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas; da Lei nº 9.610, de 19/02/1998 (Lei de Direitos Autorais); dos art. 138 a 145 do Código Penal, que preveem os crimes de calúnia, injúria e difamação; bem como da previsão do art. 5º, inciso X, da Constituição Brasileira, de 1988, que prevê indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas;

    d) O usuário, pessoa física ou jurídica, tem inteira e exclusiva responsabilidade (no âmbito civil, penal, e a qualquer tempo), sobre danos materiais ou morais que possam decorrer do uso dos arquivos digitais, bem como das informações neles contidas, eximindo de qualquer responsabilidade, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e seus agentes;

    e) No caso de arquivos digitais cujo conteúdo não seja de domínio público, as autorizações relativas a direitos autorais e a direitos de imagem, devem ser solicitadas diretamente aos autores, detentores do direito ou aos retratados nos referidos arquivos.

    Declaro que li e estou de acordo com as regras de utilização dos arquivos digitais constantes do repositório de acervo digitalizado, disponível no “site” do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
 
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“Viver em São Paulo” é um site de muitas temporalidades e espaços. Aqui estão reunidos variados tipos de fontes históricas, produzidas sobre e no estado de São Paulo entre o final do século XVIII e meados do século XX, que abarcam uma multiplicidade de configurações políticas, sociais e econômicas vividas na província no longo período coberto pela documentação. Os diversos tipos documentais possibilitam também observar olhares com diferentes perspectivas e intenções: há documentação que permite extrair dados numéricos e estatísticos sobre a população e a produção econômica, como os Maços de População e os Anuários Estatísticos; há a que lida diretamente com casos e pessoas específicas, como os Ofícios Diversos, e também as representações elaboradas sobre esse território nos periódicos e na produção iconográfica.

As “São Paulos” e os paulistas aqui representados são diversos: podemos encontrar tanto um negro livre, de nome Miguel, que trabalha na manutenção de um jardim público durante o Império e precisará se ausentar do trabalho por motivo de doença, quanto João Theodoro Xavier – presidente da província de São Paulo entre 1872 e 1875 – fazendo solicitações à administração paulista. Duas visões e vivências distintas de um mesmo espaço estavam contidas nesses personagens: o espaço que se cria todo dia, andando em praças, conversando em botequins, visitando casas de amigos, bebendo cerveja sentado na calçada , não é o mesmo que João Theodoro Xavier construía – durante sua administração, realizou diversas intervenções urbanísticas na Capital, criando um planejamento que buscava significar uma cidade ordenada, centralizando sua construção.

Ao apresentar o cotidiano dos tempos imperiais, do início da República, do trabalho escravo nas lavouras e becos da cidade, da circulação de mercadorias do interior para a capital, do nivelamento das ruas, da manutenção de Hospícios e Cadeias, assim como os dados demográficos, as formas de habitar e de trabalhar, essas fontes apontam várias perspectivas de estudo desse território, especialmente com a possibilidade de cruzamento de informações entre elas. Localizando excertos de vivências indicados pelos Ofícios Diversos dentro de referenciais mais gerais relativos a diferentes épocas e regiões, oferecidos pelos Maços de População e pelos Anuários Estatísticos, construímos uma história paulista mais embasada e consistente, que revela as múltiplas formas de subsistência e de relações da população com o poder instituído.

Essa reunião de fontes e informações busca lançar um olhar sobre o cotidiano: criando luz sobre as rotinas, evidenciando as improvisadas formas de viver que desconstróem os papéis formais, os conflitos e confrontos por meios não habituais, conta-se outra história da província de São Paulo. Trata-se  de confrontar o comum, as informações recorrentes, com as informações secundárias, desvendar as falas intermediárias, o que escapa da normalidade determinada pelo status quo então vigente. Enfim, “trata-se de reavaliar o político no campo da história social do dia-a-dia".*

*DIAS, Maria Odila da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1995.  p. 14-15.