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Comissão Arns de Direitos Humanos nasce com o legado da Comissão Teotônio Vilela
21/02/2019 - Por APESP/Comunicação

Nesta quarta-feira (20) a equipe da 'Revista do Arquivo' do APESP esteve presente no lançamento da Comissão Arns de Direitos Humanos, que irá monitorar e denunciar ações contra a integridade de direitos. O nome é em homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns, líder ecumênico e atuante defensor dos Direitos Humanos. Alguns de seus 20 membros, como Margarida Genevois, José Gregori e Paulo Sérgio Pinheiro, também fizeram parte da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos (1983-2016), cujo fundo documental está custodiado pelo Arquivo Público do Estado e pode ser acessado por meio do Guia do Acervo.

O evento de lançamento da Comissão Arns aconteceu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, centro de São Paulo. Um dos propósitos da presença da equipe foi o de divulgar a 'Revista do Arquivo', principalmente a edição nº 5, lançada em outubro de 2017, que trata do tema 'Arquivos e Direitos Humanos'. Em diferentes artigos a edição aborda o Fundo Comissão Teotônio Vilela, custodiado pelo APESP desde 2013. Em 2016 o acervo foi agraciado com o prêmio Memória Mundo da UNESCO.

Os nomes que compõem a Comissão Arns e o seu idealizador e presidente, Paulo Sérgio Pinheiro, não deixam dúvidas da influência decisiva da experiência legada pela Comissão Teotônio Vilela, criada na década de 1980. Essa relação é confirmada por Pinheiro em testemunho exclusivo para a equipe da Revista do Arquivo. "Essa Comissão está na esteira da experiência da Comissão Teotônio Vilela, de defesa de uma política de Estado para os Direitos Humanos", afirma Pinheiro.

Em seu discurso, Pinheiro enfatizou que a atuação da Comissão Arns "é mais um esforço entre muitos outros para proteger os poucos passos dados na direção de uma sociedade moderna, democrática, minimamente republicana. Atuará em rede com entidades de defesa de direitos, inclusive aquelas nas periferias das grandes metrópoles, lutará pela manutenção da política de estado de direitos humanos, contribuirá para impedir retrocessos na proteção dos direitos humanos".

A Comissão Arns é formada por 20 personalidades com projeção no cenário político, jurídico e intelectual, entre eles os já citados membros fundadores da Comissão Teotônio Vilela, Margarida Genevois (socióloga, ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo), José Gregori (ex-ministro da Justiça) e Paulo Sérgio Pinheiro (ex-ministro de Direitos Humanos). Também fazem parte da Comissão: Ailton Krenak, (líder indígena e ambientalista), André Singer (cientista político), Antonio Cláudio Mariz de Oliveira (criminalista), Belisário Santos Jr. (ex-secretário de justiça de São Paulo), Cláudia Costin (professora universitária, ex-ministra da Administração e Reforma), Fábio Konder Comparato (jurista), José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça), José Vicente (reitor da Universidade Zumbi dos Palmares), Laura Greenhalgh (jornalista), Luis Felipe de Alencastro (cientista político), Luis Carlos Bresser Pereira (ex-ministro da Justiça), Maria Hermínia Tavares de Almeida (cientista política), Maria Victória Benevides (cientista política), Oscar Vilhena Vieira (jurista), Paulo Vannuchi (ex-ministro de Direitos Humanos), Sueli Carneiro (filósofa) e Vladmir Safatle (filósofo).

Conheça a Comissão Teotônio Vilela por meio do seu arquivo na plataforma ICA-Atom do APESP:

http://icaatom.arquivoestado.sp.gov.br/ica-atom/index.php/comissao-teotonio-vilela;isad

Acesse a edição nº 5 da Revista do Arquivo em:

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/revista_do_arquivo/05/index.php


Paulo Sérgio Pinheiro faz declaração à Revista do Arquivo. Imagens: Equipe de Editoria/APESP


Público concentrado nos depoimentos da Comissão


Versão especial da edição nº 5 da revista distribuída no evento